26 de março de 2018
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Postado por Delta em 26/mar/2018

Como um grupo desacreditado virou um time competitivo nas mãos de Abel

Fluminense começou o ano sob muita desconfiança por ter perdido quase todo o time titular com as saídas de Diego Cavalieri, Lucas, Henrique, Wendel, Gustavo Scarpa, Wellington Silva e Henrique Dourado.

E se ainda é cedo para fazer prognósticos para a temporada a partir do título da Taça Rio, 2º turno do Campeonato Carioca, é possível analisar como Abel Braga conseguiu transformar em pouco tempo um grupo desacreditado em um time competitivo, que se por um lado caiu precocemente na Copa do Brasil, por outro não perdeu nenhum dos cinco clássicos que disputou até aqui.

Fluminense campeão da Taça Rio (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

Fluminense campeão da Taça Rio (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

Entrega e superação

“Não nos achamos superiores a ninguém. Mas para ganhar da gente tem que correr, pelo menos, igual”, disse Abel após a partida. Este é o espírito do Fluminense em 2018. Ciente de suas limitações, o elenco tricolor as têm compensado com disposição e seriedade. O maior exemplo foram os confrontos contra o Flamengo, equipe de elenco mais robusto e com mais talentos individuais.

– Ano passado o time chegou a empolgar com futebol muito lindo, rápido, vistoso. Mas não era tão competitivo. Quando você vê as perdas… Foram onze jogadores! Temos que confiar muito naquilo que fazemos e o jogador confiar em nós – lembrou o treinador.

Jadson e Renato Chaves marcam Henrique Dourado em Fla-Flu (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Jadson e Renato Chaves marcam Henrique Dourado em Fla-Flu (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Formação com três zagueiros

Ainda em 2017, Abel teve a ideia de passar a usar três zagueiros este ano para diminuir a quantidade de gols sofridos. Tem dado certo. Dos 17 jogos oficiais, não levou gols em dez. O esquema deixa também os laterais Gilberto e Ayrton Lucas mais livres para atacar. Não por acaso, as jogadas pelo lado são uma das principais armas do time.

– Esse ano conseguimos uma coisa diferente de uma forma muito rápida. Não é mérito meu, é dos jogadores. Entenderam a forma de jogar – destacou Abel.

Ibañez e Gum, dois dos três zagueiros do Flu (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

Ibañez e Gum, dois dos três zagueiros do Flu (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

Entrosamento e poucas lesões

Por ter um elenco limitado, Abel não tem muito o que inventar nas escalações. Além disso, o Flu não vem sofrendo com lesões neste início de ano. Com isso, o time titular (Júlio César, Renato Chaves, Gum e Ibañez, Gilberto, Richard, Jadson e Ayrton Lucas; Sornoza, Marcos Jr. e Pedro) tem jogado junto com frequência e rapidamente adquiriu entrosamento. Essa repetição no entanto, inevitavelmente não ocorrerá ao longo da desgastante temporada. Por isso, o clube precisará qualificar mais o elenco se quiser ter maiores ambições no Brasileirão.

Coletivo x individual

“Quando o coletivo vai bem, o individual se sobressai”, diz uma das máximas do futebol. E é o que tem acontecido no Fluminense. Diversos jogadores vivem ou alternam boas fases. Júlio César vem de dois grandes jogos consecutivos; Gilberto e Sornoza já tiveram atuações de gala; Ayrton Lucas e Ibañez são algumas das revelações do campeonato; Renato Chaves e Gum têm mostrado segurança, e Richard e Jadson, muita regularidade; na frente, Marcos Jr. e Pedro têm alternado boas fases.

Pedro "engraxa" chuteira de Sornoza em Fluminense x Salgueiro (Foto: André Durão)

Pedro “engraxa” chuteira de Sornoza em Fluminense x Salgueiro (Foto: André Durão)

Aprendendo com erros

Nem só de acertos vive o Fluminense nesses primeiros meses. O próprio Abel Braga cometeu dois erros que custaram a eliminação para o Avaí na Copa do Brasil – substituições que se mostraram equivocadas na ida (Marlon Freitas no lugar de Sornoza) e na volta (Dudu no lugar de Richard). Nos clássicos contra o Flamengo e o Botafogo, por sua vez, tem feito alterações mais efetivas, como as entradas de Pablo Dyego, dando novo gás ao ataque no 2º tempo, e de Douglas, mantendo o nível do meio de campo titular.

Salários em dia

Outro ponto que vale destacar. O cumprimento da promessa de pagamento dos salários em dia tem tido efeito, mesmo que inconsciente, no grupo de jogadores. Com os vencimentos regularizados, os atletas tem ido para os jogos sem carregar problemas extra-campo, o que influi positivamente nas atuações. Ano passado, atrasos e promessas não cumpridas atrapalharam muito a reta final de temporada. Por isso, será de grande importância o Flu conseguir não atrasar os pagamentos ao longo do ano.

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