18 de dezembro de 2019
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Postado por Delta em 18/dez/2019

Número de feminicídios na capital reduz, mas ainda preocupa

Dos quatro casos de feminicídio registrados este ano, em Teresina, três delas foram assassinadas pelos próprios companheiros. Elas morreram dentro de casa, por conta do ciúme excessivo dos autores dos crimes e pelo fato de serem mulheres.

De acordo com a delegada do Núcleo de Feminicídio, Luana Alves, o número de mortes reduziu, em relação ao ano passado. Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que, em 2018, foram registrados nove casos na capital. Ela acredita que a causa da diminuição de casos de mortes contra mulheres possa ser em decorrência do aumento da rede especializada de proteção à mulher vítima da violência.

“A ideia da redução talvez seja, além do esclarecimento, o fortalecimento do trabalho de atuação das Delegacias da Mulher, onde as mulheres estão se sentindo mais seguras para procurar as delegacias e que as medidas protetivas podem estar sendo deferidas em um prazo mais hábil”, comenta a delegada.

Luana Alves diz ainda que o agressor tem a sensação de punição e sabe que, no momento em que ele agredir uma mulher, o Estado estará atuando. E que tratar o crime, antes de ele acontecer, terá que ser com o fortalecimento das Delegacias da Mulher, para que o agressor tenha a sensação de que terá uma punição rápida e eficaz.

“Com isso, interrompe-se um ciclo de violência e evita os casos de toxinicídios”, reitera Luana Alves.

Para a polícia, o crime de feminicídio é evitável, pelo fato de o agressor dar sinais claros de que uma ameaça pode acabar com a morte daquela mulher. Por conta disso, a polícia faz um alerta para os familiares, de que eles podem denunciar ao menor sinal de violência e proteger aquela mulher de ser a próxima vítima.

“Às vezes um aconselhamento não é o suficiente. A família pode tomar as providências, pode ligar para 180, pode baixar o aplicativo “Salve Maria”, e fazer denúncias, pode apertar o botão do pânico, no momento em que estiver acontecendo o crime”, diz a delegada, acrescentando que muitas vezes a vítima está com a autoestima tão baixa, que realmente acredita que não vai conseguir sair do ciclo de violência em que ela se encontra.

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