4 de abril de 2018
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Postado por Delta em 04/abr/2018

Zé Filho defende que se o PSDB não aprender a sair de Teresina, não fará governador nunca

De malas prontas para retornar ao berço tucano, o ex-governador do Piauí, Antônio José de Moraes Souza Filho , Zé Filho, colocou o pingo nos ‘i’ com relação aos incômodos dentro do PSDB que se formaram após o próprio partido anunciar sua volta. Em conversa com o OitoMeia, na tarde desta terça-feira (03/04), Zé Filho descartou desentendimentos com o prefeito Firmino Filho, e lembrou da importância de interiorizar um partido “que é muito capital”.

Firmino Filho, prefeito de Teresina, e Zé Filho, na sua campanha ao governo do Estado em 2014 (Foto: Reprodução/Internet)

De antemão, Zé Filho já foi esclarecendo que sua ida para o PSDB surgiu de um convite do então presidente Firmino Paulo, recém desfiliado do partido. “O convite para minha ida ao PSDB partiu dele, Firmino Paulo, o primeiro convite; e teve o apoio do deputado Luciano [Nunes] juntamente com o Marden [Menezes]. Mas logo depois o Firmino Paulo saiu, até facilitou minha ida. Porque o Luciano é muito meu amigo, fui deputado com ele dois mandatos e isso fez com também minha ida fosse antecipada”, disse o ex-governador.

Com um histórico na política do legislativo, tendo sido vereador e deputado; e no Executivo, como prefeito e governador, Zé Filho possui uma força expressiva no interior do Piauí, especificamente no Norte do estado, que a maioria das siglas, seja ele A ou B, não se recusaria em tê-lo no seu quadro de filiações.

PSDB É MUITO CAPITAL

Para tanto, esse currículo contribuiu estrategicamente para os tucanos que viabilizam o nome de Luciano Nunes como pré-candidato ao Governo, já que segundo Zé Filho, o partido é muito concentrado politicamente só em Teresina. “Estou entrando tentando agregar e o PSDB sempre foi muito capital. Eu já fui deputado e prefeito pelo PSDB, e inclusive na época foi uma das minha brigas porque não queriam interiorizar o partido. E agora o Luciano está com outra ideia, com uma candidatura a governador… Só que Teresina não elege um candidato a governador, então se você não interiorizar um partido como se pode pensar numa candidatura majoritária ? E a minha ida pra lá é essa”.

Zé Filho/ (Foto: Jéssica Kamila / OitoMeia)

“Todo mundo gostaria, inclusive eu, que ele apoiasse o Luciano. Política é assim: uma hora está de um jeito, hora está de outro. Naquela época o Firmino deixou de apoiar a oposição e foi apoiar o Hugo Napoleão, quem não lembra disso… Então, ele está fazendo isso com um cara que passou 17 anos do lado dele, eu acho que vai ficar feio é pra ele se não apoiar o Luciano Nunes”.

Sobre possíveis desentendimentos com o prefeito de Teresina, ele esclareceu: “Da minha parte não há nada contra o Firmino, agora não posso responder por ele… Da minha parte não tem. Eu estou entrando é pra somar, agregar”.

Ainda de acordo com Zé Filho, Luciano não será governador nunca se ficar apenas restrito à política em Teresina.

APOIO DE FIRMINO A LUCIANO

Há quem diga que política se faz sem olhar pelo retrovisor. Mas, em muitos casos, não tem como não dar aquela averiguada no passado para compreender ou justificar o presente. Dessa maneira, Zé Filho ao ser questionado sobre o apoio ou não de Firmino Filho ao tucano Luciano, relembrou a eleição de 2002 que Firmino poderia ter ficado com a oposição – Wellington Dias -, mas optou pela candidatura de Hugo Napoleão. E, avaliando como não tendo o apoio da maior liderança tucana no estado, José de Moraes Souza é enfático que decisão irá pegar mal para Firmino.

Fonte OitoMeia

 

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